
Escrevo porque trago em mim as marcas visíveis de um sentimento oculto.
Escrevo porque não consigo conter em mim mesma as palavras que dançam na minha cabeça.
Escrevo porque meus pensamentos me perturbam, insones e rebeldes, como crianças hiperativas.
Escrevo para que as chamas da minha própria fogueira não transforme em cinzas meus belos momentos.
Escrevo para não adoecer dentro de minhas próprias feridas.
Escrevo sim, escrevo mal, escrevo de forma tal que nem parecem palavras. Parecem sim, gritos dos fantasmas que sombreiam minha alma.
Escrevo de mim, por mim e somente para mim.
Escrevo por ser assim, essa constante inconstância, louca, ambígua...
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